domingo, 14 de setembro de 2008

OS ESPINHOS


Se soubesses amigo, que os espinhos.
que te ferem a carne de dor lancinante,
são instrumentos benditos,
banhados em luz em luz fulgurante!

Tenta sentir as dores da cruz;
Dos cravos horrendos nas mãos de Jesus;
A dor da humana carne que te dá o exemplo;
E que te convida à não- revolta contra o sofrimento!

Não os sofrimentos do abuso alheio
Sobre teu suor que corre desordeiro.
Mas os espinhos d’alma que se não evitam
e que são tão fortes quanto a desdita.

Não! Não esbravejes contra a ponte
que remir-te vai.
Encontra a resposta na grande História;
gravada em ti mesmo em milênios obscuros.
Sobe aos altos montes
Reflete em teu seio
Que o madeiro a alçar teu corpo desfeito
Servir-te vai de ponte pra cruzar os rios.
Esses rios bravios que nos metem medo!

Desperta amigo!
A alvorada vem!
A iluminar tua fronte cansada de aquém,
E verás que a cruz de tão grande peso;
Que os espinhos, cravos do teu sofrimento
Hão de transformar-se em lágrimas de alento.
JOSÉ LUIZ 2008

Um comentário:

paulo guerra disse...

José,

suas mensagens são bálsamos para nossos dias atribulados. Siga em frente.

abraços
paulo

PS reformulei meu blog sentido diverso