domingo, 14 de setembro de 2008

ARREPENDEI-VOS

Até quando, seres terrenos,
chafurdareis nos vales pútridos?
Até quando sereis trevas?
Até quando sequidão?
Até quando vazia solidão?
Até quando não haveis de vislumbrar
a luz que vos rodeia?
Até quando vos entregareis ao crime,
à lascívia, ao ódio?
Não percebeis que odiando ao vosso irmão,
odiais a vós mesmos?
Tudo o que vive está interligado
num Grande Todo.
Não vos enganeis. O acaso e o nada
simplesmente não existem.
Cedo ou tarde sereis convocados ao
tribunal de vossa própria consciência,
através da dor lancinante em regiões sombrias.
Então o vosso ódio há de se agravar ou atenuar?
Bastará o arrependimento sincero
e as coisas mudarão.
A tempestade há de dar lugar à
bonança de renovadas esperanças.
Porém, havereis de aguardar o desenlace?
Na verdade, “aguardar” não é a palavra certa.
Havereis de deixar cegamente a vida passar?
E ela passa como vento destruidor.
A luz sempre foi o vosso destino.
Por que preferir as trevas?
Não havereis de retardar a luz por muito tempo.
Ela virá dissipar toda a escuridão.
Então aqueles que persistirem nas trevas,
não mais terão lugar aqui.
Arrependei-vos e aproveitai os derradeiros
momentos de vossa grande oportunidade.


José Luiz da Silva 2004

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