domingo, 14 de setembro de 2008

DOR E ESPERANÇA


Ao contemplar o mundo de mistérios,
Minh’alma estanca e empalidece.
E ao refletir na paz dos cemitérios,
No fim das glórias dos impérios,
Ouço apenas o som de longas preces.

E qual tesouro por anos escondido,
Nas profundezas fofas de uma terra,
Busco a felicidade, sem destino.
E na memória guardo desatinos,
Inconscientes, dormentes bestas-feras.

Porém é neste céu de esmeraldas,
Que avisto os louros verdes da esperança.
Quem sabe um dia encontre meus queridos,
Que há tempos atrás, tão doloridos,
Partiram, e hoje guardam mil crianças.

E aos ecos desta crença me enterneço,
Nutrindo de energias minha lida.
Expectante, avisto mil belezas.
Contemplando a Deus na natureza,
Dando sentido à minha pobre vida.

Oh meu Jesus, contemplai minhas misérias!
Causadas por mentiras e calúnias.
Não permitas que minh’alma se enegreça.
Não permitas que a bondade adormeça,
Pois dos justos já sorvo a taça ebúrnea.


José Luiz 2003

Nenhum comentário: