domingo, 14 de setembro de 2008

PROTESTO


Não, não vou juntar-me aos sepulcrais festins.
Dos indolentes, dos alienados.
Não me conformo com tanta injustiça.
Com ser humano a mendigar o pão
A revirar nauseabundos restos.
A contemplar o pavoroso incesto,
Dos poderosos com governos vãos.
Que não protegem tantos bons incautos,
que o seu poder puseram-lhe nas mãos
E distraídos seguem suas sinas,
sem atentar ao que é tão visível,
Achando tudo muito natural
A construir as catedrais de areia
Que se desfazem na amplidão do espaço
Pois nada são, mas fazem tanto mal.
Ao desviar-nos da realidade
Ao evitar nossa real catarse
Ao enraizar nossa ilusão, disfarce
Ao distanciar-nos do que é Real.



José Luiz 2003

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