Adora o teu corpo.
Pois tua mente
é uma colcha de retalhos
sujos, fedorentos, nauseabundos.
Cultiva o teu corpo,
na animalização necessária
do sexo sem medidas,
do prazer a qualquer custo.
Da alma deformada,
por paixões inconfessáveis.
O corpo: única coisa que te resta.
O corpo: transitório, de uma aridez causticante,
intrigante, galopante.
O corpo: dom divino que não mereces.
Instrumento de glória,
que tratas como simples objeto.
Instrumento que não sabes manusear.
Pois tua alma é animal
que não se sacia jamais.
Que chafurda nos despojos pútridos
da própria selvageria.
Que se junta aos males
torpes deste mundo.
Adora teu corpo, pois;
é a única coisa que te resta.
No frenesi incontido,
enlouquecido de consumir.
Anestesia que embala
um mundo corrompido, sem sentido.
Alucinógeno tão útil
gerando lucros insaciáveis,
descartáveis, deploráveis.
Daqueles que se fartam
de alheios tesouros,
juntados a tanto custo.
Daqueles que se furtam
aos verdadeiros sentidos,
desconhecidos, ocultos e doloridos
Pois teu deus é o teu corpo.
Mas deves lembrar-te sempre:
matéria corruptível...
matéria corruptível...
matéria corruptível.
José Luiz 2003
Pois tua mente
é uma colcha de retalhos
sujos, fedorentos, nauseabundos.
Cultiva o teu corpo,
na animalização necessária
do sexo sem medidas,
do prazer a qualquer custo.
Da alma deformada,
por paixões inconfessáveis.
O corpo: única coisa que te resta.
O corpo: transitório, de uma aridez causticante,
intrigante, galopante.
O corpo: dom divino que não mereces.
Instrumento de glória,
que tratas como simples objeto.
Instrumento que não sabes manusear.
Pois tua alma é animal
que não se sacia jamais.
Que chafurda nos despojos pútridos
da própria selvageria.
Que se junta aos males
torpes deste mundo.
Adora teu corpo, pois;
é a única coisa que te resta.
No frenesi incontido,
enlouquecido de consumir.
Anestesia que embala
um mundo corrompido, sem sentido.
Alucinógeno tão útil
gerando lucros insaciáveis,
descartáveis, deploráveis.
Daqueles que se fartam
de alheios tesouros,
juntados a tanto custo.
Daqueles que se furtam
aos verdadeiros sentidos,
desconhecidos, ocultos e doloridos
Pois teu deus é o teu corpo.
Mas deves lembrar-te sempre:
matéria corruptível...
matéria corruptível...
matéria corruptível.
José Luiz 2003

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