sexta-feira, 18 de julho de 2008

TODO


Nas veias de nossa Mãe,
Nosso próprio sangue corre.
A ela plugados sugamos,
A seiva que nos dá vida
A nos integrar num mesmo todo.
Num mesmo círculo.
Que não se pode comprar,
Por nenhuma moeda vil.
E quando a luta termina,
É nossa Mãe amorosa,
Que nos sussurra ao ouvido,
Lindas canções de ninar.
Acariciando as madeixas,
Silenciando nossas queixas
E as mágoas do passado
E ela encerra também
Os nossos antepassados
Aos quais nos vamos juntar.
E a vida palpita errante,
Sem ares de arrogante
Na floresta olorosa,
Nas ondas do mar garbosas
Nas correntes caudalosas,
Nos pássaros airosos,
Nos gritos tão dolorosos
De uma centenária árvore,
Que queda estrepitosa.
Nos montes eternos,
Nos carinhos ternos,
De uma mãe sem-par.

José Luiz 2003

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