terça-feira, 22 de julho de 2008

O GRITO


Nesta fremente corrida
que o homem moderno cria,
a natureza plangente
não encontra mais guarida.

Mãe Terra angustiada
como mulher em feridas,
de desprezo cravejada,
sem lamentar as desditas.

E seus filhos a agridem
sem piedade ou escrúpulos,
selvagens, impenitentes,
selvagens buscando lucros

Mas um dia a Grande Mãe,
há de perder paciência
e num grito lancinante,
mudar-se-á em deserto.
Não bastará mais ciência.

José Luiz 2003

Nenhum comentário: