
Sou cego.
Há muito que a luz fugiu de meus olhos.
Vivo de quirelas atiradas ao vento,
Sem palavra de fé ou avivamento.
Tirando da escória o meu alimento.
Sentado a sofrer em frente ao Templo.
Em vão eu recordo o passado feliz,
Com esposa e filhos em ninho de amor
Porém quando a luz fugiu de meus olhos;
A mulher deixou-me a chorar de dor.
Sem piedade disse: “Tu não vales nada”;
Procurar eu vou uma nova estrada.”
Quis suicidar-me, quase enlouqueci.
Por dias e dias eu fiquei ali.
Mas como a desgraça nunca chega só,
Os cruéis algozes desta vida vil
Sem dó me expulsaram do infeliz covil.
Saí pelas ruas sem destino algum
Talvez por piedade alguém me matasse,
Mas a indiferença, que fere qual espada;
Foi o que obtive nesta minha estrada.
A porta do Templo tornou-se meu ninho
Com alguma esmola sei que sobrevivo.
Na linda esperança já não tenho abrigo.
Só espero a morte que já sinto vindo.
Mas um dia ouço em meio à escuridão,
Todos comentando sobre certo homem;
Que a todos curava tão bondosamente!
Com o tocar das mãos ou com simples ordem
Dera vista a cegos,
Curara leprosos,
E que até mortos já ressucitara!
Tentei inquirir dos que estavam perto
Quem era este homem de grande poder
E cego que sou, então percebi.
Que me eram surdos os que estavam ali.
Mas bondosa alma veio a me explicar
Que o tal homem bom era o Nazareno;
Que a todos curava e estava a caminho
Grande e meiga alma dos pobres benquista.,
Única esperança de suas magras vidas
Única luz rútila que ao Pai conduzia.
No final das trevas desta longa estrada
Com olhos da alma avistei a luz.
Senti a multidão que o seguia impávida
Louco de esperança clamei: “Oh, Jesus!
“Jesus, Filho de Davi, tem misericórdia de mim!”
Jesus, Filho de Davi, tem misericórdia de mim!”
Já passara o homem com a multidão,
Muitos a ralhar: ”Deixa em paz o Mestre!”
Mas sei que cheguei ao Seu coração.
E a misericórdia me estendia a mão.
Então se aproximou uma voz infantil
Pelo braço pegou-me a dizer veloz:
“O Mestre te chama, velho Bartimeu!”
Depressa! Depressa!”E assim fomos nós.
Oh que alegria! Que contentamento!
Eu queria a vida, e a Vida me veio.
A correr entrei em sua presença
Sua meiga voz ouvi sem detença:
“Filho, o que queres que eu te faça?”
Era a minha hora, era a minha vez!
Oh Deus, nunca esqueces de um filho Teu:
“Que eu volte a ver”, então disse eu.
Sua amável destra tocou os meus olhos
E não tive dúvida, a noite acabara.
O dia raiava mais e ainda mais
Depois tudo claro, o mundo voltava!
Em minha frente o doce rabi
Sorria contente ao me ver feliz
Bondosa carícia fez em meus cabelos
E eu maravilhado abracei seus joelhos.
Nunca esquecerei, milhões de vidas passem
Do dia feliz, da libertação.
Quis seguí-lo então, onde quer que fosse
Mas ele me disse:
“Testemunha a outros tua redenção”.
Muito ainda falta prá com Ele estar.
Mas sempre haverei de testemunhar
Que Jesus é vida, Ele me salvou!
Que Jesus é luz que me iluminou!
José Luiz 2008
Há muito que a luz fugiu de meus olhos.
Vivo de quirelas atiradas ao vento,
Sem palavra de fé ou avivamento.
Tirando da escória o meu alimento.
Sentado a sofrer em frente ao Templo.
Em vão eu recordo o passado feliz,
Com esposa e filhos em ninho de amor
Porém quando a luz fugiu de meus olhos;
A mulher deixou-me a chorar de dor.
Sem piedade disse: “Tu não vales nada”;
Procurar eu vou uma nova estrada.”
Quis suicidar-me, quase enlouqueci.
Por dias e dias eu fiquei ali.
Mas como a desgraça nunca chega só,
Os cruéis algozes desta vida vil
Sem dó me expulsaram do infeliz covil.
Saí pelas ruas sem destino algum
Talvez por piedade alguém me matasse,
Mas a indiferença, que fere qual espada;
Foi o que obtive nesta minha estrada.
A porta do Templo tornou-se meu ninho
Com alguma esmola sei que sobrevivo.
Na linda esperança já não tenho abrigo.
Só espero a morte que já sinto vindo.
Mas um dia ouço em meio à escuridão,
Todos comentando sobre certo homem;
Que a todos curava tão bondosamente!
Com o tocar das mãos ou com simples ordem
Dera vista a cegos,
Curara leprosos,
E que até mortos já ressucitara!
Tentei inquirir dos que estavam perto
Quem era este homem de grande poder
E cego que sou, então percebi.
Que me eram surdos os que estavam ali.
Mas bondosa alma veio a me explicar
Que o tal homem bom era o Nazareno;
Que a todos curava e estava a caminho
Grande e meiga alma dos pobres benquista.,
Única esperança de suas magras vidas
Única luz rútila que ao Pai conduzia.
No final das trevas desta longa estrada
Com olhos da alma avistei a luz.
Senti a multidão que o seguia impávida
Louco de esperança clamei: “Oh, Jesus!
“Jesus, Filho de Davi, tem misericórdia de mim!”
Jesus, Filho de Davi, tem misericórdia de mim!”
Já passara o homem com a multidão,
Muitos a ralhar: ”Deixa em paz o Mestre!”
Mas sei que cheguei ao Seu coração.
E a misericórdia me estendia a mão.
Então se aproximou uma voz infantil
Pelo braço pegou-me a dizer veloz:
“O Mestre te chama, velho Bartimeu!”
Depressa! Depressa!”E assim fomos nós.
Oh que alegria! Que contentamento!
Eu queria a vida, e a Vida me veio.
A correr entrei em sua presença
Sua meiga voz ouvi sem detença:
“Filho, o que queres que eu te faça?”
Era a minha hora, era a minha vez!
Oh Deus, nunca esqueces de um filho Teu:
“Que eu volte a ver”, então disse eu.
Sua amável destra tocou os meus olhos
E não tive dúvida, a noite acabara.
O dia raiava mais e ainda mais
Depois tudo claro, o mundo voltava!
Em minha frente o doce rabi
Sorria contente ao me ver feliz
Bondosa carícia fez em meus cabelos
E eu maravilhado abracei seus joelhos.
Nunca esquecerei, milhões de vidas passem
Do dia feliz, da libertação.
Quis seguí-lo então, onde quer que fosse
Mas ele me disse:
“Testemunha a outros tua redenção”.
Muito ainda falta prá com Ele estar.
Mas sempre haverei de testemunhar
Que Jesus é vida, Ele me salvou!
Que Jesus é luz que me iluminou!
José Luiz 2008

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