segunda-feira, 28 de julho de 2008

RABONI


Na tempestade em que perdida a vida
Quase naufraga neste bravo mar.
Ao longe avisto uma figura esguia,
Que se aproxima sempre mais e mais.
E vagamente vou reconhecendo,
Meu lindo Mestre de expressão gentil;
O mesmo Mestre que na Galiléia
Há dois mil anos me salvou no estio.

Como os discípulos em alto mar;
Há tanto tempo aflitos o buscavam
E o encontraram tão sereno e meigo,
A dormitar, sem medo ressonava.
E como dantes meu amado Mestre;
Tão meigo e manso pode me acalmar;
Quando pergunta onde está a fé;
Que de meu peito devia brotar.

Choro convulso invade o meu ser
Este meu ser tão pequeno e vil.
Ajoelhando-me eu Lhe abraço os pés
E já não ouço a turba enfurecida;
Que cruelmente quer tirar-me a vida
Pois minha vida ninguém tirará.
Pois já selada com meu Mestre está.
Comprada a sangue por meu bom Jesus.

Ele levanta o meu ser em trapos.
Serenamente me acaricia
A paz que sinto agora é infinita
Na luz suprema desse Ser perfeito.
Oh, meigo Mestre que na Galiléia,
Em lindas tardes eu ouvia atento
Meigo Raboni e ao mesmo tempo amigo,
Mestre dos mestres, sempre irei contigo.


JOSÉ LUIZ - 2008


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