segunda-feira, 28 de julho de 2008

ORAÇÃO PELOS SOFREDORES



Senhor de Nazaré,
Nossa luz suprema, Senhor de nossa fé.
Contempla nossas dores, angústias, dissabores.
Ampara nossas débeis mãos.
Tão frágeis, tão perdidos,
Vivemos em gemidos,
Mas em Ti nada é vão;
Contempla os desvalidos,
Ampara os excluídos
Do odioso sistema, da opressão.
Dos que não temem Teu Nome,
Nome acima de todos os nomes.
Defensor dos aflitos, dos mendigos,
Ouve Senhor o frêmito gemido,
Dos que clamam por justiça.
Abandonados rebentos,
Que não vislumbram mais luz.
Dolorosamente pregados,
Continuam Vossa Cruz.
Dos que na angústia infinita.
Vêm-se na grande desdita,
De não terem o seu pão.
De porta em porta clamando,
Trabalho em vão mendigando,
Saídas não acham mais.
Dos que presos ao leito implacável,
Não podem mais nem clamar,
E da bebida rascante
Do sofrimento infamante
Sorvem a taça de fel.
Da morte que espreita a vida,
Vergastados por feridas.
Por resposta o próprio eco,
de lancinantes clamores que não se fazem ouvir.
Piedade, oh Mestre Divino,
Dos que crêem que o seu destino
É desfrutar prazeres loucos,
De drogas alucinantes,
Abismos de dor carregam, em toneladas de fel,
Aos pais que desfalecidos,
Jazem na dor da impotência cruel.
Dos que a ilusão das riquezas,
Amorteceu os sentidos.
Que do mundo se acham donos.
Desprecatam-se da lida,
Esquecem-se da fadiga,
Oprimem o sofredor.
E na poluta existência,
Cultivam prazeres tredos.
Dos que morrem sem morrer.
Inconscientes, insanos,
Desesperados tiranos,
Só no corpo a esperança.
E quando este é tirado,
Continuam apegados
A frivolidades mil.
Senhor, acode aos que sofrem.
Pois és a Porta, a saída.
Esperança em nossas vidas,
Nossa paz, nossa guarida.


José Luiz 2003

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