sábado, 30 de agosto de 2008

ANCIÃO


Um ancião sereno e amargurado
Prostrado e encurvado à beira do caminho.
Vertendo de seus olhos tristes lágrimas
Da vida tão cruel, de seu destino.
Sentindo a solidão ao fim da lida
Murmúrios no silêncio de seu peito
Desilusões aos pés do triste leito
A vida de suor, de sangue e lágrimas
A se extinguir plangente, ao léu, no estio
A força é que lhe falta prá morrer
A angústia da agonia a renascer.
O antigo viço, agora erva seca
Qual cana agitada pelo vento
A luz no fim do túnel tão distante
Faz renascer da vida a esperança
Da vida verdadeira e perene
Qual bonança após a tempestade
As luzes fulgurantes da alvorada
Vão inundando aos poucos o tugúrio.
Os seres cintilantes se aproximam
Com belas mãos apontam a escada
Que está ali, brilhando ao fim da estrada
E a vão transpondo em átimo feliz
Levando ao que renasce para a luz!

José Luiz 2003

Um comentário:

Francisco Castro disse...

Olá, gostei muito do seu blog e de sua abordagem.

Parabéns!

Um abraço