sábado, 30 de agosto de 2008

BATALHA


Insultam-me,
Caluniam-me,
Desprezam-me.
Atiram-me no abismo.
Implacáveis suas línguas.
Ácidas, venenosas,
Implacáveis, mentirosas.
Mais mortais que a cicuta de Sócrates.
Mais dolorosas que a cruz de Cristo.
Mais cruéis que a forca de Tiradentes.
Polutos pensamentos exprimem.
Torpes intentos da alma.
Fustigantes,
Degradantes,
Massacrantes,
Humilhantes,
Horrorizantes.
De Deus distantes.
Enquanto debato-me,
Suplico forças ao céu.
Cada dia a batalha é mais cruel.
Mas um dia hei de chegar
Ao topo íngreme do monte
Pois forte é a mão que me sustenta.
Proteção inabalável é a Fonte.
A Ele devo o sopro da vida.
Justo e fiel é o meu Rochedo.
Luz de toda a verdade.
Farol a guiar minha nau
Nele um dia vai reluzir minha verdade,
Pois como disse Davi:
Diariamente “lavo as mãos na inocência”.

José Luiz
29/03/2004

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